A dor do diagnóstico

happy woman with children with down syndrome

Qual é o seu momento?

Meu nome é Shirlei, tenho 61 anos, e sou da cidade de Valinhos/SP.

Tenho 3 filhos: Elisa, Nathan e Elena.

Elisa nasceu prematura..um dia achei que tinha morrido em meus braços, chorando eu e meu esposo fomos até a casa de seus pais, minha sogra, mulher experimentada, temente a Deus, técnica em enfermagem, pegou a menina dos meus braços, removeu um pouco do chale que a cobria e disse, ela está viva, mas tem algo de errado com ela, vocês vão precisar procurar um hospital.

Aos 2 meses de vida foi necessário interná-la, nessa época morávamos em SP, muitos irmãos estavam em oração por ela, por nós.

Ficou internada por 15 dias em um bom hospital público em SP, não tinha diagnóstico fechado. Nos foi proposto pela equipe de cirurgia a realização de um procedimento, no qual ela correria risco de morte.

Meu esposo procurou o cirurgião chefe e pediu a alta dela, o médico disse:  se o senhor a levar, ela irá morrer, meu esposo respondeu que então ela morreria em casa.

Bem, mas Elisa não morreu, os anos se passando, ela sempre em acompanhamento médico em hospital universitário a procura de fechar diagnóstico.

Nos mudamos para o interior; primeiro para a cidade de Hortolândia, onde permanecemos por 7 anos, muito difíceis.

Mas, nessa cidade aos 12 anos, Elisa tomou sua decisão por Cristo nosso Senhor! Professou sua fé, completou seus estudos até o ensino médio.

Com quase 18 anos sem diagnóstico, nos mudamos para Valinhos. Alguns sintomas neurológicos foram percebidos, mas sempre creditados na conta do crescimento, adolescente é mesmo assim: tropeça, é desatento, derruba as coisas com facilidade, etc.

Enfim, encurtando alguns anos, em 2009 fechamos o diagnóstico de nossa filha, estava com 21 anos, e no 2º ano da faculdade, já apresentando dificuldades no andar, no pensar, etc.

Por isso pergunto a você querida leitora, qual é o seu momento com sua criança, adolescente, adulto?

O dia do diagnóstico é o momento que cessa suas dúvidas, mas abre uma grande dor em nosso coração, pois nos coloca na condição de ter um filho ou uma filha especial.

Uma dor que nos acompanhará por todos os dias de nossa  vida, da vida desse filho/filha e acredito que nos acompanhará para sempre.

Sem a esperança em Deus, nosso coração adoece junto com nossos filhos, adoece até com os irmãos que não possuem nenhuma enfermidade.

Costumo dizer às mães em angústia, que falem com Deus, eu creio que Ele tem um carinho especial pelas mães, e pela mãe especial ainda mais, gosto de pensar assim, e digo isso a elas.

Falem a Ele, peçam a sabedoria que vem Dele, a maioria das mães especiais que conheço professam uma fé, aqui não questiono o que ela crê, sua dor é muito grande, e sempre que me procuram, digo: falem com Ele. Não importa em qual momento você se encontra.

Shirlei
“Débora”

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